Remap WRX CVT e Forester XT CVT 2014-2018

Está oficialmente disponível na MRACE o remap de veículos Subaru com injeção direta utilizando EcuTek ProECU Programming Kit!

Como EcuTek Tuner oficial (consulte a lista oficial de dealers EcuTek aqui), único brasileiro habilitado para remap de modelos Subaru injeção direta como WRX CVT, Forester turbo CVT, o rarissímo BRZ/GT86/FR-S entre outros – após concluir os testes em pista e dinamômetro em meados de Junho, disponibilizo dados técnicos sobre o processo e resultados surpreendentes alcançados nesse modelo.

O principal veículo utilizado em nossos testes foi este lindo exemplar de Subaru WRX, câmbio CVT ano 2016. O proprietário já era cliente MRACE e já teve remap meu em seu projeto anterior – estava apenas aguardando a solução MRACE estar pronta para tocar o projeto atual e tirar proveito da funcionalidade de múltiplos mapas da RaceROM EcuTek (mais informações sobre as funcionalidades disponíveis, clique aqui) e logicamente, tirar proveito da qualidade do remap MRACE também ;-).

Dados do veículo Subaru Impreza WRX Ano 2016 Câmbio CVT Potência original: 270 cv (informações de fábrica, aferidos no motor) Torque original: 35,7 kgfm (informações de fábrica, aferidos no motor) Kilometragem atual: 7700 km Primeira etapa: estabelecendo os números base.

Nesta etapa inicial, com o carro completamente original – tanto componentes do motor quanto mapa/ECU – assim que o carro chegou em SP foi direto para o dinamômetro e fizemos a primeira aferição. Depois de 3 “puxadas” consecutivas, os números apresentados foram todos muito similares e trabalhamos com a base de 205 whp (potência medida na roda) e 30 kgfm (torque medido na roda), totalizando um delta de aproximadamente 23-24% de torque e potência devido ao câmbio CVT aliado à tração integral.

Uma nota importante sobre a aferição do mapa original é que assim como qualquer outra aferição feita nesse modelo tanto aqui no Brasil quanto fora, existe um “vale” de torque e potência entre 3800 e 5200 rpm. Esse vale nos modelos vendidos aqui no Brasil parecem mais acentuados ainda que em outros modelos, representando uma grande falta de progressividade e “buraco” durante aceleração forte do carro à partir de rotações mais baixas.

Segunda etapa: as modificações.

Como carro de uso diário, esse modelo recebeu pouquíssimas modificações e manteve um perfil bem próximo ao original: apenas um filtro inbox HKS (instalado na caixa de ar original que permaneceu completa) e um J-pipe da Invida com catalisador – mantendo o máximo possível do escapamento original de diâmetro menor e abafadores originais também.

A instalação feita na PS Motorsports trouxe um pouco de contratempo no feriado porém após alguns ajustes tudo terminou no lugar.

Como carro de uso diário e viagens, o proprietário optou por tirar vantagem do sistema EcuTek de múltiplos mapas e decidiu fazer 2 mapas: um para gasolina comum (a pior possível que encontrássemos) e outro mais agressivo para gasolina Podium de alta octanagem.

Depois de rodarmos algum tempo achamos o pior combustível possível em um posto na grande São Paulo – tão ruim que a diferença de mistura para a Podium chegou a ser de 10%, atrapalhando um pouco o segundo mapa :-/ Porém, esse era o objetivo: o pior combustível que se poderia encontrar em uma viagem e fazer o remap seguro usando ele.

Terceira etapa: remap e dinamômetro para gasolina ruim.

Ao longo do remap na pista de rolagem o carro respondeu muito bem ao péssimo combustível “batizado” usado no acerto e não apresentou problemas severos – foi possível até mesmo abusar um pouco da mistura e do boost em altas rotações dadas as características do motor injeção direta. As limitações ficaram em baixos RPM, faixa onde o combustível de baixa qualidade e octanagem fez muita diferença, reduzindo os ganhos por conta de detonação. Apóse 1 dia completo de testes do mapa, hora de colocar no carro no dinamômetro e ter uma bela surpresa…

Vídeo de uma das “puxadas” no dinamômetro: escapamento com som mais original impossível já que boa parte do escapamento de fábrica permaneceu no lugar:

Mesmo limitados pelo combustível comum, foi possível melhorar a curva de torque tornando ela muito mais progressiva e contínua que a original, com valores muito próximos ao do modelo WRX CVT S4 Japonês, o WRX CVT mais potente da linha que roda com gasolina Premium do outro lado do mundo. Obviamente esse resultado foi alcançado abrindo mão de diversos sistemas e funcionalidades que a fábrica não pode abrir mão, atingindo a excelente marca de 250whp e 32 kgf-m aferidos na roda. Surpreendentes para a baixa quantidade de modificações, escape com todos os catalisadores e combustível de baixa qualidade que estava no tanque!

Notem que além da curva de torque muito mais plana e progressiva (linha azul com remap, verde original), o ganho chegou a 60whp em alguns pontos e teve uma considerável diferença a partir de 3000 rpm (linha vermelha com remap, rosa original), tudo com combustível comum conforme gráfico comparativo abaixo:

Infelizmente a curva de torque inicial não mudou muito pois nesse ponto e nas faixas de transição a qualidade do combustível limitou demais o acerto, detonando facilmente quando colocado sob um pouco mais de pressão/ignição.

Quarta etapa: remap Podium e comparativo.

No último dia com uma agenda apertada partimos para o mapa 2: Podium. Era esperado um pouco mais de potência desse mapa, porém como fomos surpreendidos pela excelente resposta do motor em alta usando combustível comum ruim, a nossa expectativa teve que ser reconsiderada. A ideia era melhorar mais o torque em outras faixas e tentar fazer o máximo possível no dino para melhorar o acerto com segurança.

Devido à falta de tempo e alguns problemas técnicos no dinamômetro, após 1 hora de testes decidimos interromper o processo e deixar a validação do mapa 2 para outro dia. Mesmo assim, a potência e torque em baixa e média melhoraram bastante utilizando Podium e chegamos a bater a marca de 35kgf-m medidos NA RODA antes de suspender as atividades.

O uso do combustível de alta octanagem provou que as limitações anteriores no primeiro mapa em média rotação e transição poderiam facilmente ser removidas e que o carro responderia com um pouco mais de potência, provavelmente esbarrando nas poucas modificações e tirando o máximo do setup – próximo de 260-270whp. Agora o veículo possui múltiplos mapas que são selecionados facilmente através do cruise-control, um para combustível comum da pior qualidade rendendo 250whp/32kgf-m e outro ainda não finalizado/aferido para a Podium, um pouco mais agressivo que o anterior em baixas e médias rotações com 35kgf-m:

https://www.youtube.com/watch?v=ftym6_Ult1s Resultados obtidos: Original aferido: 205whp/30kgf-m Gasolina comum de baixa qualidade: 250whp/32kgf-m Gasolina Podium: ainda à finalizar e aferir.

Além dos resultados numéricos obtidos com poucas modificações, é bom lembrar da dirigibilidade e comportamento do veículo pós remap. Com um mapa de acelerador mais progressivo e agressivo, o carro se tornou muito mais responsivo e rápido em acelerações rápidas e rotações de transição mudando completamente o comportamento manso original para um mais adequado à performance de rua: fácil de dirigir em baixas rotações, tranquilo no trânsito ou na estrada porém potente, veloz e responsivo quando o pedal pede 🙂

Assim que os testes e aferição com Podium forem finalizados, essa página será atualizada – acompanhem!

Quer mais informações sobre o remap EcuTek ProECU Programming Kit para os modelos injeção direta da Subaru? Clique aqui e confira!

About Marcio 7 Articles
Formado em computação, eletrônica, mestrando em engenharia, tuner, mapper, montador de motores, especialista Unix, hobbysta em elétrica e eletrônica, autodidata, curioso e viciado nessas m?!?!!!? de carros, computadores e dispositivos eletrônicos/eletro-mecânicos/eletro-pneumáticos :-) tentando trazer um pouco mais da tecnologia, conhecimento e qualidade que existe lá fora para o mercado nacional.

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